De carro, o percurso desde Paris faz-se em cerca de 40 minutos, mas a localidade é bem servida de transportes directos, especialmente a partir da Pascoa.
Fizemos a visita no fim de semana antes da Pascoa, numa época considerada de fraca afluência turistica, pelo que alguns dos sitios historicos estavam fechados e os programas das celebrações deste ano ainda não foram divulgados. Ainda assim seguimos um pouco dos passos do artista.
Começamos por estacionar, o que não foi tarefa simples ja que era dia de "brocante", uma feira de antiguidades, e de circo...
A sinalética para o percurso das visitas esta bem visivel em quase todas as ruas da localidade e por isso a orientação é facil. Fomos ao posto de turismo, onde uma rapariga muito vivaça e orgulhosa da sua terra nos acolheu calorosamente. Conversou um pouco connosco, deu-nos algumas dicas e demos então inicio ao nosso passeio.
O primeiro local visitado foi a Igreja de Auvers-sur-Oise, conhecida em todo o mundo através de um dos quadros mais conhecidos do pintor.
Dali seguimos em direcção ao cemitério, visitar a campa de Vincent e do seu irmão.
Vistas as campas (rasas) dos Van Gogh, dirigimo-nos ao Chateau. Passamos pelo Museu do Absinto, mas optamos por não entrar.
O dito Chateau, é "apenas" um hotel patriculier, bem localizado, com um bom jardim e bem explorado. Foi transformado num Museu e propunham "o percurso dos impressionistas". Pensamos que se tratava de um passeio pelos jardins, mas não... era uma projecção de quadros de impressionistas, ao longo de 9 salas do edificio e que demorava 1 hora e pouco. Tudo por 12 euros. Em bom português posso dizer que é um roubo!
12 Euros para ver obras projectadas??? so se fosse em 3D e ainda assim, não sei!
Ja se fazia tarde e ainda não tinhamos almoçado. Pausa para umas fotos nos jardins e partimos à procura de um local para almoçar.
Comemos numa creperie, mas devo dizer que crepes e galettes ja comi melhores...Deixamos passar a chuva que entretanto começara a cair e fomos finalmente visitar o quarto onde Van Gogh viveu os ultimos meses da sua vida, no Auberge Ravoux.
Actualmente o Auberge Ravoux pertence a uma instituição privada, que restaurou o hotel, e transformou a zona dos quartos em Museu. No rés do chão conservaram a sala de jantar onde servem refeições a um preço um pouco fora do nosso orçamento.
A entrada custa 6 euros, mas vale a pena. O quarto onde o pintor morreu foi "restaurado", mas mantiveram-no com a decoração da época, apenas acrescentaram uma "caixa-forte" vidrada para acolher, ainda que a titulo de empréstimo, uma obra do autor.
O quarto a lado, onde viveu um outro pintor holandês contemporaneo de Vincent, foi redecorado e ao fundo ha uma sala onde é projectado um video que explica como é que o pintor foi parar a Auvers sur Oise e conta a sua vida no vilarejo.
Apesar de atormentado era um génio e apenas em cerca de 3 meses produziu 70 telas e um larga vintena de desenhos!
Ainda poderiamos visitar a casa/atelier de Daubigny, um dos primeiros pintores a instalar-se na região, mas decidimos regressar a Paris.
O principal estava visto, o melhor seria regressar no Verão para um passeio à beira rio e para as festividades!