02/12/2009

Reims, cidade dos Reis


Reims, denominada "cidade das coroações" ou "Cidade dos Reis" fica situada no departamento de Marne e Champagne-Ardenne, no nordeste da França, a cerca de 150 km de Paris, na rota Paris-Estrasburgo, próxima da Alemanha, Bélgica e Luxemburgo .

O dia estava cinzento e nebuloso, mas isso não nos impediu de acordar cedo e sair do quentinho dos lençóis e às 8h30 já estávamos na rua.

Chegamos à cidade por volta das 10h00, depois de percorrer a auto-estrada no leste e fazer três paragens para pagar as portagens que perfizeram um total de 9,70€.

Estacionamos o carro perto da catedral e ao sair do carro, percebemos que a temperatura tinha descido e que nos daria um jeitão ter um par de luvas! Mas era domingo e dificilmente encontraríamos uma loja aberta.

Começamos por procurar o posto de turismo, que encontramos perto da Catedral, mas de portas fechadas. Decidimos então visitar a Catedral de Notre-Dame e reguardar-mo-nos do frio.

Notre-Dame de Reims é uma catedral do século XIII, construída depois de catedral de Paris, foi consagrada à Virgem. Em 1991 foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO.


Um dos episódios mais marcantes da historia da cidade tem como cenário a Catedral, por ocasião da coroação de Carlos VII. A pouca distância do altar estava uma jovem, vestida com armadura de guerreiro medieval, a grande responsável pela coroação, Joana d'Arc.
Como era quase hora da Missa, decidimos ficar para a celebração do 1° domingo do Advento. Aproveitamos para visitar a Catedral e tirar algumas fotos. Esta Catedral tem uma imagem de Santo Antonio, mas diferente de todas as outras que vi até hoje: o Santo português foi retratado ajoelhado!

Terminada a Missa fomos almoçar e depois demos um longo passeio pelas ruas da cidade do Natal, um mercado natalício que se estende por uma grande artéria e algumas ruas perpendiculares. Ali se vende de tudo, desde os produtos da região, a outros produtos típicos da época mas de outras zonas do pais e ainda algumas “chinesices”.


Dali, fomos até à outra ponta da cidade para visitarmos a Basílica de Saint-Rémi. Tinham-nos dito que o percurso a pé levaria cerca de 25 minutos, mas pareceu-nos mais, talvez pelo facto de caminharmos contra o vento...

O edifício, data do século XI, construído para acolher as relíquias sagradas de St.Rémi, o Bispo que baptizou Clovis I, o Rei dos francos, é quase da mesma dimensão que a Catedral. A basílica e a abadia adjacente foram igualmente classificadas Patrimônio da Humanidade.

Quando ali chegamos, estava praticamente vazia, pelo que pudemos usufruir calmamente do espaço.

Regressamos à Catedral, passamos em frente ao Palais du Tau, um outro edifício Patrimônio da Humanidade, que hoje aloja o museu de Reims.

Como o frio insistia em nos queimar a cara e as mãos, optamos por ir para o carro e fazer um sightseeing da cidade, no quentinho do ar condicionado.

Vimos os edifícios de estilo art nouveau dos anos 30 do século XX, as ruínas do arco de mars, os jardins e os enfeites de Natal.

Depois desta volta, dirigimo-nos para a auto-estrada para regressar a Paris, sem esquecer que entrar em Paris domingo à tarde é uma verdadeira aventura!

25/08/2009

Côte Picarde et Pas de Calais

Tinha saudades do mar e por isso resolvi rumar ao norte até à costa da Picardia.

Saimos de Paris pelas 9h e seguimos viagem para Fort Mahon, na costa da Picardia. Fica a cerca de 220 kms / 2h30 de Paris, no entanto, enganamo-nos na estrada e fizemos mais 40 kms à ida e não satisfeitas outros tantos no regresso.

O meu GPS não é de fiar, ou melhor, o desgraçado tem alguma dificuldade em acordar e dar-se conta da sua posição e às vezes é não confio nas suas indicações. Foi o que aconteceu à ida, meti-me no periférico e pensava ir apanhar a Auto-Estrada do Norte e ele dizia-me para sair antes. Pensei que ele se estava a passar e decidi seguir pelo caminho que tinha pensado. é caso para se dizer que sou um pouco teimosa, ou como se diz em francês, uma "tête de mule".


Nem nos demos conta do engano... Chegamos a Fort Mahon ja passava do meio-dia.


A terriola tem imensos parques de campismo, mas à primeira vista não parecia uma zona balnear. Cruzamos imensa gente, familias inteiras que seguiam a pé ou em bicicleta em jeito de passeio, mas ninguém tinha ar de ir para a praia. Achamos estranho, mas ainda assim seguimos as pessoas.
Qual não foi o nosso espanto quando chegamos ao que pensavamos ser a praia e deparamos com uma zona tipo pântano... Desatamos a rir! Estavamos numa reserva natural, num parque de observaçao da fauna.
Voltamos ao centro e procuramos a praia. Não foi dificil encontrar, o centro é constituido por uma grande avenida ond se encontra a igreja, a camara, o turismo, os restaurantes, as gelatarias, as lojas e ao fim a praia! Estacionar é que foi uma tarefa ardua.


Na rua principal não havia um unico lugar disponivel, nas ruas adjacentes também não. Finalmente encontramos um parque de estacionament super mal organizado e deixamos o carro em frente à casa de banho publica. Era o unico lugar disponivel...


Fomos ver a praia, mas não levei maquina, pelo que nao poderei ilustrar este post. Queiram por favor aceitar as minhas desculpas por este lapso!


O areal é extenso, especialmente em maré baixa e a areia muito fina. No entanto o mar tem uma cor acastanhada que acaba por acabar com uma eventual vontade de ir a banhos.


Almoçamos num dos restaurantes dessa grande avenida e depois fomos até à praia fazer uma pequena sesta. Depois da sesta era a hora do lanche e de um passeio antes de nos metermos à estrada.


Não sei que horas seriam, mas o dia ja estava a terminar quando nos metemos no carro. Ja que ali estavamos decidimos ir dar um pulinho a Berck-sur-mer (ou Berck Plage) que fica ja na região Norte, no departamento de Pas de Calais, mas que segundo nos tinham dito ficava apenas a 10Kms.
Fomos pois fazer o reconhecimento dessa praia para ver se valeria a pena voltar e passar o dia. Penso que foram mais de 10 kms e sempre em estradas municipais. Passamos por uma série de terrerolas, quase todas com uma zona de praia ou de pantano, golf e parques de campismo.
Chegamos a Berck e fomos ver a praia. Parecia que estava em Quarteira, ha 20 anos atras, mas sem os prédios altos... Ainda assim a praia até nem é ma: areia fina, uma extensão de areal consideravel, uma boa marginal e restaurantes com vista para o mar.


Ja que ali estavamos, fizemos mais uns kms e fomos a Le Touquet (Paris-plage), que ja tem melhor aspecto. Não sera Vilamoura, mas ja é mais burguês.


As casas são mais bonitas e a cidade esta muito bem organizada e a praia é bastante grande e com bom aspecto, mesmo sendo uma "praia de cidade". Demos uma volta de carro e regressamos a casa.


Metemo-nos à estrada e a determinada altura havia 2 hipoteses para ir para Paris, na estrada onde seguiamos indicava que faltavam cerca de 130 kms para a capital e havia uma bifurcaçao: paris este ou paris oeste. Seguimos pela segunda e quando demos conta, a placa de informação indicava faltarem mais de 170kms.


Foi apenas ai que percebemos que o GPS afinal não nos estava a enganar à ida!


Afinal a auto estrada para ir até à costa picarda é a A16, directa de Paris!


Links relacionados com estas praias:
Fort Mahon Plage : http://www.fort-mahon-plage.com/
Berck : http://www.opale-sud.com/site/gauche/menu_principal/les_10_communes/berck_sur_mer
Le Touquet : http://www.letouquet.com/

02/07/2009

Triângulo St Paul – Hotel de Ville – St Michel

É um triângulo interessante, um passeio que se faz bem e estamos sempre próximos da principal linha de metro, que liga Chêteau de Vincennes a la Défense.

Começamos por sair na estação St Paul, para dar uma volta pelo Marais e visitar os locais e lojas incontornáveis.

Visitamos a Igreja de S.Paulo, o Musée de Carnavalet, cuja entrada para a colecção permanente é gratuita, a retrosaria “Entrée des Fournisseurs” e a Place des Vosges.

Dali regressamos a pé, passamos pela Maison Européenne de la Photographie e seguimos até Notre Dame para assisitir à Missa.

Terminada a celebração, tiramos algumas fotos e fomos para St Michel procurar um local para almoçar. Instalamo-nos num pequeno restaurante na Rue St Severin , junto à janela e fomos observando a reacção dos turistas à chuva que caia.

Depois de almoço e da chuva ter passado, passeamos pelo “quartier latin”, visitamos uma das mais emblemáticas livrarias da cidade e tentamos visitar a Igreja ortodoxa de St Julien le pauvre, que estava fechada...

Junto a Notre Dame, no cais, há uma agência que propõe “cruzeiros” no Sena, com duração de 1h.

É um passeio bastante interessante, com um guia em francês e inglês e que bem vistas as coisas até nem é muito caro: 11 euros. No entanto, deve ser bem mais bonito de noite, numa hora em que os edifícios estejam já iluminados.

De volta ao cais, demos mais uma volta pelo quartier latin, passamos em frente à Conciergerie eà Sainte Chapelle, atravessamos o rio, em direcção a Chatelet onde apreciamos a Teatro cujo director é luso-descendente.

Dirgimo-nos à Tour de St Jacques, que foi restaurada e limpa no ano passado, visitamos o Parvis do Hotel de Ville (a praça em frente à câmara municipal) e fomos à Igreja de S. Gervais, “adjudicada” à fraternidade de Jerusalém, a mesma da Basílica do Mont Saint Michel.

Poderíamos ainda ter ido ao Quartier de l’horloge, ao Centre Georges Pompidou antes de rumarmos ao Hotel de Ville, mas optamos por encurtar o passeio.
Tivemos ainda tempo de passar pelo BHV, uma department store do grupo Lafayette que tem coisas muito interessantes, nomeadamente a nível dos artigos de bricolage e decoração.

Demos finalmente por encerrada o nosso passeio à volta e pelo Sena e apanhamos o metro na estação Hotel de Ville para regressar a casa!

18/06/2009

Turistas em Tours

Seguimos de Azay-le-Rideau para Tours, onde tinha se situa o hotel que tinha reservado.
A cidade, que foi em tempos capital da França e que é considerada a Capital dos Castelos do Loire, fica um pouco mais longe do que tinha imaginado, mas ainda assim valeu bem a pena.

Chegamos a Tours ao final do dia. Estacionamos perto do Hotel de Ville (Câmara Municipal) e dirigi-mo-nos para uma das zonas de Vieux Tours para visitar a Catedral e o Claustro.
Passamos antes pelo posto de turismo para pedir um mapa da cidade e indicações sobre a localização da Catedral. Dali fomos, quase em passo de corrida, para a Catedral.

A construção da Catedral de Saint-Gatien, classificada no século XIX como monumento histórico, demorou mais de 300 anos (desde o final do séc. XII ao inicio do séc. XVI), o que explica a presença de diferentes estilos arquitetônico e decorativo.

A Igreja, local de culto e de peregrinação, é bastante grande e uma das suas capelas laterais é dedicada a St Antonio.

Pode-se ainda visitar o Claustro, mas já passava das 18h e não nos foi permitida a entrada.
Ao lado da “Gatienne” encontra-se o Museu das belas Artes, um espaço com um edifício magnífico e um belo jardim onde podemos apreciar um imponente cedro com mais de 200 anos.

Fomos finalmente para o hotel, que fica no centro, junto à Gare dos comboios (um outro edifício magnífico!). O hotel é antigo, mas com um design muito interessante, estilo anos 30, o atendimento é excelente e o seu ponto fraco é o preço do pequeno almoço : 12 euros por pessoa!

Instalamo-nos, refresca-mo-nos e saímos para jantar. Abdicamos de uma refeição típica da região de Tours e ficamos num restaurante próximo do hotel, que pertence a uma cadeia francesa bastante conhecida. Comemos talvez demasiado e para ajudar a digestão, fizemos um longo passeio a pé em direcção a uma outra zona de Vieux Tours, conhecida pela sua vida nocturna.

Finalmente regressamos ao hotel para um merecido descanso!
Mais informações sobre Tours em: http://www.ligeris.com/index_en.php
Estas e outras fotos estarão disponiveis em : www.facebook.com/gisela.batalha



16/06/2009

Chateaux de la Loire



Os castelos do vale do Loire foram classificados pela UNESCO patrimonio mundial da humanidade. Oficialmente são 42, mas existem outros castelos não classificados mas de grande interesse.

Sob a apelidação « châteaux de la Loire » escondem-se tesouros marcados pelo estilo renascentista. São edificios excepcionais, residências reais ou senhoriais que marcaram a historia francesa e europeia.

Resolvi visitar os Castelos de Villandry e Azay-le-Rideau, considerados "tardios", onde se prefiguram ja as premissas do estilo francês (Henri II).

Ambos ficam na zona de Tours, a cerca de 270 km da capital francesa. A estrada (A10) é boa e o custo das portagens ida e volta é de 42 euros.

Os percursos, dicas e comentarios sobre as visitas serão alvo de posts especificos.

Artigos relacionados em : http://gi-em-paris.blogspot.com/

Fotografias brevemente disponiveis em: www.facebook.com/gisela.batalha

04/06/2009

Chateau de Champs



O Chateau de Champs é um “pequeno” castelo situado em Champs sur Marne a menos de 50 Kms de Paris. Facilmente acessível, via A4 (Auto-estrada do Este), demora-se cerca de 40 minutos da Capital.

Este Castelo foi uma oferta de Luis XV à sua favorita, Madame de Pompadour. Durante todo o ano de 2009 está em obras e por isso não se pode visitar. No entanto, os seus jardins, criados um pouco à imagem dos jardins de Castelo de Versailles estão acessíveis ao público e a entrada é gratuita.






Em Champs sur Marne pode-se igualmente visitar a sede da Nestlé em França, a Faculdade Paris 14 e parques e jardins.

02/06/2009

Bruxelas

A capital do reino da Bélgica fica a 300 kms de Paris. Viajamos no sábado, deixamos a cidade francesa pelas 7h15 e às 10h30 já passeávamos por Bruxelas

A auto-estrada do Norte é “normal”, tiramos um ticket à entrada e pagamos na portagem da saída. Atravessamos o norte pela A1 e A2, o custo foi de 13 euros.

Atravessamos a fronteira, que é um pouco “sinistra” e seguimos até Bruxelas por uma auto-estrada sem portagem. Por precaução, deixamos o carro num parque coberto, junto ao centro e pagamos cerca de 14 euros à saída, cerca de 8 horas depois.

A capital Belga é bonita, mas pareceu-me um pouco pequena… ou pelo menos as principais atracções estão todas concentradas…

Começamos por visitar a Catedral e comprar um mapa, dali seguimos o passeio. Passamos junto à Biblioteca Real, fomos ao posto de turismo, passamos junto ao palácio Real e jardim e dirigimo-nos para uma zona onde se concentram as lojas de chocolates.

Dali continuamos a passear e dirigimo-nos à Grande Place, onde almoçamos na “Taverne Casa Manuel”. Não se come mal, mas o serviço era péssimo!

Depois do almoço demos mais uma volta, vimos algumas lojas e fomos ver o pequeno menino a urinar. Devo dizer que fiquei bastante decepcionada, não consigo achar graça nenhuma à pequena estatua…

Continuamos o passeio e fomos tomar um café na Galeria do Rei. Demos ainda mais uma volta e decidimos regressar.

Às 18h o comércio começou a fechar e fomos buscar o carro para voltar a casa.

25/05/2009

Mont Saint Michel


O Mont saint Michel é um local mágico com XI séculos de historia(s). Fica na Normandia, na fronteira com a Bretanha e dista cerca de 350 kms de Paris.

O percurso em Auto-Estrada faz-se bem. Saímos de Paris pela A13 (auto estrada da Normandia), já que saindo pela A14, teríamos um custo acrescido de sete euros em portagens para poupar apenas 10 kms, o que não compensa.

Chegamos ao Mont Saint Michel à hora da Missa na Abadia, que se celebra todos os dias às 12h15 excepto aos domingos que é 1h mais cedo.
O ponto de encontro dos fieis faz-se 15 minutos antes no portão da Abadia, mas nos chegamos ligeiramente atrasadas, já que tivemos de “galgar”o monte para ali chegar.

A Missa é cantada,há um grupo de monges e freiras que ali residem e fazem parte da Comunidade. A mesma ordem tem também instalações em Paris e cantam todos os dias na Missa em St Gervais.

Depois da Missa voltamos a descer e fomos procurar um local para almoçar. Existe um restaurante muito conhecido, Mere Poulard, famoso pelas suas omoletas, mas optamos por ir comer crepes bretões, ja que a omoleta simples custa 24 euros.
Podem ver no site do restaurante como é feita essa tal omoleta tradicional - http://www.mere-poulard.fr/Resto.aspx


A seguir ao almoço, voltamos a subir o monte em direcção à Abadia, para fazer a visita do monumento. De caminho paramos na Igreja Paroquial (S.Pedro), onde é celebrada Missa todos os dias ao final da tarde.

Relativamente à Abadia, a entrada custa 8,5 euros e o áudio-guia 4,5, mas compensa o investimento para aqueles que querem saber mais sobre as várias épocas da Abadia, já que durante a visita não há explicações. O sentido da visita está sempre bem indicado, peca apenas pela falta de explicações / detalhes.

Terminada a visita à Abadia, andamos a subir e descer as ruelas e fizemos ainda a volta à muralha.

Já tínhamos visto tudo, excepto os Museus que decidimos não visitar, o tempo não estava a melhorar, pelo que optamos por deixar o Mont Saint Michel e passar no hotel para deixar as coisas e fazer o check in antes de seguir até Saint-Malo.

Para quem pernoite ou passe todo o fim de semana por ali, há uma série de programas bastante interessantes, como caminhadas pela zona “pantanosa”, passeios nocturnos, observação da fauna local etc, propostos por agências locais.



todas as informaçoes sobre o MSM disponiveis em : http://www.ot-montsaintmichel.com/
artigos relacionados :
mis fotografias na minha area do facebook.

21/05/2009

Da Bretanha à Normandia




Seguimos para Honfleur (cerca de 190 kms).

Honfleur fica a poucos quilómetros de Le Havre, e apesar de ser uma cidade pitoresca, confesso que não gostei muito. Demos uma volta de carro, vimos algumas praias com um extenso areal, mas à memória vinha-me a imagem de Sines…


Havia imensa gente, na sua maioria turistas e a cidade parecia estar em festa. No meio de tanta confusão, consegui fazer a proeza de bater com o espelho do lado do pendura num peão, sem que o meu carro tenha saído da faixa de rodagem ou o peão do passeio… não foi fácil, mas consegui faze-lo e sem dar por isso!

De Honfleur seguimos para Deauville, a cidade onde boa parte dos parisienses se refugia ao fim de semana, passando por Trouville, uma cidade “gémea”.

Deauville é uma cidade muito bonita, bem arranjada e muito organizada. As casas e prédios têm a traça típica da Normandia, o Casino é absolutamente fantástico e tem alguns hotéis muito bonitos.


Almoçamos no Dupont, uma conceituada pastelaria que serve também refeições ligeiras e depois do almoço fomos dar um passeio pela praia para carregar as baterias antes de regressar a Paris (que fica a cerca de 2 horas de viagem).

20/05/2009

Saint Malo


Ficamos num hotel muito simpático em Pontorson. A cidade é pequena e parecia deserta… apesar de ainda não serem 19H, a maioria das lojas estava já fechada e não me recordo de ter cruzado com alguém na rua…

Instalamo-nos e saímos logo de seguida rumo à conhecida estância balnear da Bretanha, que fica a cerca de 50-60 kms dali.

O centro da cidade, “Saint-Malo intra muros” é muito bonito. É como se fosse Évora, mas junto ao mar. O coração (turístico) da cidade fica dentro de uma muralha junto à praia.

Deixamos o carro num dos vários parques de estacionamento fora da muralha e percorremos a pé as ruas da velha cidade. Como ainda havia luz, resolvemos dar um passeio pela muralha e inspirar a brisa (mais propriamente a ventania) marítima.

Depois deste passeio fomos jantar a um pequeno restaurante, com uma decoração
moderna e que nos pareceu ter bom aspecto. Dali regressamos ao hotel para um sono reparador.

Mont Saint Michel (2)

Tínhamos planeado assistir à Missa e pensamos que em poucos minutos estaríamos na Abadia. No entanto, esta fica no topo do monte e tivemos de subir em passo de corrida e, como disse uma senhora, tivemos de “cavalar” para lá chegar.

Chegamos sem fôlego, pelo menos falo por mim, e a Missa já tinha começado. Era dia de festa para a comunidade e havia a presença do Bispo. Os monges e freiras da Fraternidade de Jerusalém entoavam cânticos. Na hora do abraço da Paz, Padres, Freiras e Monges, misturaram-se com a assistência para desejar a Paz.

No final da Missa apareceu uma excursão de japoneses que ao verem o Bispo decidiram posar para a posteridade junto dele. Foi uma situação engraçada e o Bispo posou com um largo sorriso e abraçou uma boa parte dos excursionistas.

Depois da celebração voltamos a descer e fomos procurar um local para almoçar.

Existe um restaurante muito conhecido, famoso pelas suas omoletas, mas os tempos não estão para modas e décimos ir comer crepes bretões. Convém dizer que a omoleta simples custa 24 euros e as “especiais” podem chegar aos 40!

Almoçamos num restaurante com varias salas, ficamos na sala das refeições ligeiras (creperia) e depois do almoço, voltamos a subir o monte em direcção à Abadia, para fazer a visita do monumento (e digerir o almoço).

De caminho paramos na Igreja Paroquial (S.Pedro), onde é celebrada Missa todos os dias ao final da tarde.
Relativamente à Abadia, é um monumento património mundial que vale a pena visitar. A entrada custa 8,5 euros e o áudio-guia 4,5, mas compensa o investimento para aqueles que querem saber mais sobre as várias épocas da Abadia, já que durante a visita não há explicações.
A visita é muito bem orientada, o sentido da visita está sempre bem indicado, peca apenas pela falta de explicações / detalhes.

Terminada a visita à Abadia, andamos a subir e descer as ruelas e fizemos ainda a volta à muralha.
Já tínhamos visto tudo, excepto os Museus que decidimos não visitar, o tempo não estava a melhorar, pelo que optamos por deixar o Mont Saint Michel e passar no hotel para deixar as coisas e fazer o check in antes de seguir até Saint-Malo.

Auto-estrada da Normandia

O percurso para Saint-Michel faz-se bem, saímos de Paris pela A13 (auto estrada da Normandia), que é muito bem servida de estações de serviço e áreas de descanso, no entanto tem imensas portagens. O sistema de pagamento da utilização da auto-estrada é um pouco estranho em França, pelo menos nas que eu já tive ocasião de percorrer.

Em vez de se retirar uma senha à entrada e pagar à saída da auto-estrada, paga-se por “tranches”. Por exemplo, de Paris até Caen são cerca de 13 euros, pagos em 4 portagens na mesma Auto-estrada... estranho, não
?

19/05/2009

Mont Saint Michel

Visitamos Saint Michel num sabado. Saimos de Paris antes das 8h30 e percorremos os cerca de 350 kms com calma e prudência e às 12h estavamos a estacionar junto ao rochedo.


Vale a pena visitar o monte, a Abadia, a Igreja de S. Pedro e passar pela muralha. Aqui ficam algumas fotos.





Detalhes desta aventura estão disponiveis http://gi-em-paris.blogspot.com/
Mais fotografias estão disponivies em www.facebook.com/gisela.batalha

14/05/2009

Rotas de França

Este blogue nasceu a pedido de alguns amigos e conhecidos que queriam ter um local onde consultar / procurar informações sobre o"roteiros turisticos".

Aqui vou colocar todos os posts publicados em gi-em-paris que estão relacionados com passeios e viagens em França durante o meu periodo de expatriamento.

Espero que seja util aos meus leitores e seus leitores...


bjns



ps: aceitam-se contribuições!

05/05/2009

Museu da 2a Guerra

Uma boa parte da Normandia pode ser considerada como um Museu ou pelo menos como um complexo cultural dedicado à libertação da França.

Comecei a minha visita de estudo pelo Memorial de Caen. A entrada é um pouco cara (16,50 €), mas vale bem a pena.




A exposição esta muito bem organizada, começa pelos anos que se seguiram à 1ª Guerra, a Grande Depressão e as raízes da 2ª Guerra. Passamos depois pelos anos negros, pelas batalhas, personagens e eventos. Depois há uma especial atenção ao desembarque e ao papel das tropas americanas, britânicas e canadianas.
Por fim a Paz.
A seguir há toda uma área dedicada ao pós-guerra e à guerra fria. Entre os dois espaços há a projecção de filmes e documentários.

No espaço envolvente existe uma enorme área ajardinada; o jardim britânico, o jardim americano e uma área dedicada à Paz: a Galeria dos Nobel da Paz.





Do Memorial partem varias excursões pela Normandia, com percursos dedicados aos eventos da 2ª Guerra. Como estava de carro, resolvi que poderia ir sozinha e parti em direcção ao cemitério americano, aquele que aparece no filme do soldado Ryan.

No entanto, a meio caminho vi um cartaz sobre a tapeçaria de Bayeux e pensei que ir até à praia dos americanos ainda era um pequeno esticão, que o melhor seria parar em Bayeux e dali ir à praia mais próxima para ver o mar.

Bayeux é uma pequena cidade pitoresca e muito agradável, mas dela falarei num outro artigo.

A caminho do mar, parei no Memorial da Batalha da Normandia, um Museu menor e mais acessível (6,50€). A alguns metros dali fica o cemitério militar de Bayeux, incrivelmente organizado, com lapides brancas todas alinhadas.



Segui então em direcção ao mar e encontrei-me numa pequena vila palco do desembarque e onde há um Museu dedicado ao Dia D, o Museu do Desembarque cuja exposição me excusei de visitar (6,50€).

Existe ainda uma sala circular, Arromanches 360° onde se projecta sobre 9 écrans um filme com imagens do desembarque e imagens actuais da Normandia (4,20€), que optei por não visitar.

Desembarque na Normandia

Ficou conhecido para a historia como o dia D, o dia em que as tropas aliadas desembarcaram nas praias da Normandia com o intuito de liberar a França colaboracionista das mãos dos alemães.

Hoje toda a área que foi palco de combates pela liberdade e pela paz encontra-se transformada num enorme Museu, parte dele ao ar livre, composto pelas praias e cemitérios militares.

Este ano comemoram-se os 65 anos do desembarque e por esse motivo decidi ir fazer um passeio à Normandia. Pensei começar por ir a Caen e dali partir em direcção às praias do desembarque. Trata-se de um percurso simples e o itinerário de ida era calculado em cerca de 2h30.

Depois de algumas peripécias cheguei finalmente ao meu destino, o Memorial de Caen.

06/03/2009

Passeio no campo

Em francês o titulo seria qualquer coisa como balade en campagne, que é bem mais bonito do que passeio no campo. Mas vamos ao que interessa mesmo que é o passeio de sabado na região parisiense.

Um dos meus colegas aconselhou-me a dar uma volta pela zona da Vallée de la Chevreuse, que se situa a cerca de 30 kms da capital. Trata-se de uma região predominantemente "rural" que me fez recordar a minha terra de adopção: Palmela.

Contava tomar um café em Chateaufort, no entanto so consegui chegar às 15h e estava tudo (TUDO mesmo) fechado! Parecia uma cidade fantasma. Nos restaurantes as mesas estavam postas, nas esplanadas também, mas não havia vivalma!

A localidade é bonitinha, mas nada de extraordinario e demasiado "parada", pelo que decidi por-me a caminho do meu destino seguinte: Dampierre.

Servi-me do GPS, mas até nem seria necessario, pois ha indicações em todos os cruzamentos.

Demorei um pouco a la chegar, mas apenas porque o limite de velocidade varia entre os 30 e os 50 km/h e por essa altura so circulavam carros em ritmo de passeio. Mas valeu bem a pena! é uma vila lindissima, com um Castelo e um parque fantasticos!

Temos a sensaçao de estar em plena vila rural, com um ambiente familiar, mas com alguns "turistas"...

De caminho e em Dampierre encontrei imensos motards, rapazes, raparigas, novos, velhos, de cabelos compridos, cabeça rapada, enfim de todos os tipos! Em frente ao Chateau havia mesmo uma concentraçao, mas o ambiente geral era calmo e muito agradavel.

Visitei o parque do Castelo (o bilhete custou 6,5 euros). Não percorri todo o "domaine", mas ainda assim andei mais de 1 hora. Depois começou a refrescar e decidi ir lanchar antes de me fazer à estrada de regresso a casa.

Em frente à pequena Igreja existe um salao de cha/creperie muito simpatico que me trouxe à memoria "souvenirs" de Palmela e do Gaiteiro.

A decoraçao é "rustico-burguês", cadeiras em madeira pintadas em tons pastel, algumas com assento em palhinha, mesas de madeira pintada nos mesmos tons, toalhas brancas com individuais floridos, bules, pratos, açucareiros e chavenas diversos mas todos em porcelana fina, cortinas de renda, muitos laços, velas e flores.
O serviço é muito bom, o atendimento é feito pela proprietaria, que se ocupa igualmente da cozinha. No menu constam os crepes, mas igualmente uma série de bolos e doces franceses feitos pelas suas mãos. A carta de chas é bastante completa e propõe igualmente um chocolate quente com um perfume fantastico.

28/01/2009

Arc du Triomphe

As tardes de domingo são particularmente difíceis, mesmo quase deprimentes, e so me apetece “bezerrar” ou então tornar-me numa domingona fazer o meu passeio esperto, se o tempo o permite. No passado fim de semana, resolvi; uma vez mais ir até aos Champs Elysées a pé.

É um passeio que se faz bem, sempre a direito, com uma inclinação mínima e que ainda para mais acompanha o percurso da linha de metro, pelo que, em caso de cansaço posso utilizar os transportes públicos para regressar a casa.
O tempo estava um pouco instável, mas ainda assim resolvi arriscar e fazer-me à “estrada”!

Ao passar pelo Arc du Triomphe (ADT)dei conta que estou em Paris há quase um ano e ainda não subi ao miradouro da Place Charles de Gaule nem fotografei os principais monumentos da cidade .

Resolvi então tirar algumas fotos, mas não cheguei a fazer os planos a toda a volta...e também não subi ao ADT, ficara para uma outra oportunidade, com as condições climatéricas forem mais favoráveis.

Ficam então aqui algumas fotos:













13/01/2009

La Defense

Morei ao lado do maior centro de negócios da Europa durante 6 semanas e devo dizer que nao foi uma experiência propriamente fantástica. No entanto penso devo aqui fazer referencia a La Defense... O maior centro de negócios da Europa comemorou 50 anos no ano passado e o Grand Arc completara 20 anos em 2009.

La Defense tem um estatuto especial. Fica situado em 2 cidades - Puteaux e Corbevoie – mas tem um código postal de Paris. Onde antes existiam hortas ergueram-se torres de escritórios e também alguns prédios de habitação.
A Esplanade de La Defense começa logo a seguir ao Sena e prolonga-se até ao Parvis de La Defense que termina no Grand Arc.

As torres construídas desde há 50 anos já não se encontram “actuais” e de acordo com as necessidades das empresas e da sociedade, pelo que uma parte delas será alvo de obras importantes, de alargamento, alongamento e criação de novos espaços interiores. A par disso, há ainda a construção de novas torres de escritórios e prédios de habitação.

Durante a semana e até às 19h/20h, é uma zona bastante animada, com restaurantes, bancos e lojas, mas depois parece uma cidade fantasma. Apenas alguns restaurantes e as salas de cinema do centro comercial ficam abertos até mais tarde.
Ao sábado apenas alguns bancos e o centro comercial abrem as suas portas e aos domingos so mesmo o cinema...

Nao será muito diferente de outros bairros, mas nos outros não os sentimos tão vazios pois não existem as torres de escritórios...

Até este fim de semana nunca me tinha ocorrido passear a pé por La Defense, atravessar desde o Sena até ao Grand Arc. É um passeio agradável, faz-se bem e podemos aproveitar para admirar algumas esculturas ou os jardins disponíveis para “bookinar” numa tarde de sol.

Pas mal!





Mais fotos disponíveis na minha pagina do facebook, no álbum La Defense.