O edificio do museu é um "palacete" (l'Hôtel Salé) situado na zona do Marais.
O Marais é uma zona da cidade conhecida como o bairro dos homossexuais, mas é um rotulo pouco simpatico para um bairro tão interessante. é certo que ali vemos muitos casais homo de mãos dadas, a trocarem olhares (e beijos) melosos, mas talvez por preconceito estejamos mais sensiveis a vê-los.
No Marais as diferenças são aceites com toda a naturalidade (desde que as pessoas sejam educadas). Ali encontramos todo o tipo de pessoas - os artistas plasticos, os artesãos, escritores, reformados, jovens, turistas - e uma série de lojas de design - roupa, calçado, decoração - e outras super interessantes - retrosarias, pequenas lojas de roupas e acessorios, entre outras.
Voltando ao Hôtel Salé, Picasso nunca ali residiu, mas por certo não se teria importado...
O palacete passou por varias maos e chegou a ser sede da Embaixada da Republica de Veneza. No ano em que Portugal dizia não à ditadura que acolheu a colecção das obras de Picasso e mais de 10 anos depois abriu as portas ao publico o Musée Picasso.
Este ano esteve encerrado para obras por um certo periodo e reabriu no final de Outubro. Esta um pouco diferente daquilo que me recordava e com mais luz, talvez devido à quantidade de espelhos que colocaram...
O jardim esta perfeitamente inserido no museu, como se se tratasse de uma sala... a saida para o jardim faz-se de uma das salas da colecçao permanente. Trata-se de um espaço organizado, "clean", que o visitante pode usufruir para uma pausa ou mesmo para fazer um ligeiro pic-nic.
Uma outra impressão que tive, esta menos boa, é que a colecção permanente esta mais "reduzida", talvez devido às inumeras exposiçoes que decorrem simultaneamente em varios museus, não apenas em Paris, mas em todo o mundo.
Um Museu a (re)visitar! ( e a entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês) http://www.musee-picasso.fr/
08/12/2008
12/11/2008
Tudo para a piscina
Durante a minha estadia no norte fui à piscina. 

Bom na verdade, visitei uma antiga piscina, convertida em museu: Musée d'Art et d'Industrie de Roubaix: La Piscine.
A piscina municipal foi inaugurada em 1932 , depois de 5 anos de trabalhos, para oferecer aos habitantes da cidade, na sua grande maioria operarios, a pratica desportiva e um "santuario de higiene". Mais de 50 anos depois, a piscina fecha as portas para grande tristeza das gentes de Roubaix.
Durante a visita, enquanto observava atentamente o mosaico que revestia a piscina, um outro visitante veio falar comigo. Era um senhor ja de certa idade que me contou que foi ali que aprendeu a nadar. Começou por se agarrar à barra que existia à volta e bater as pernas, ams algum tempo depois ja se aventurava mesmo a mergulhar!
Em 1998 iniciaram-se as obras para a transformação da piscina num outro tipo delocal de lazer: em museu. O museu abriu as suas portas em 2001 com a colecção reunida na cidade desde 1835 com a criação do Museu Industrial de Roubaix.
O museu é muito bonito. Não contava passear-me pelos vestiarios e balnearios para ver colecções de roupa e calçado, pinturas e outras obras de arte...
Para além da colecção permanente, o museu acolhe exposições temporarias e oferece actividades para os mais novos.
A loja do museu é também bastante interessante e a cafetaria é fantastica, ou não fosse da Meert!
Aconselho vivamente a visita ao site http://www.roubaix-lapiscine.com/, pois não pude tirar fotos no interior do museu e a arquitectura da piscina é absolutamente fantastica!
Chez les ch'tis!
Lille fica a pouco mais de 200 kms de Paris, quase na fronteira com a Bélgica. Na verdade tem uma localização privilegiada no centro do triângulo Paris-Londres-Bruxelas e por isso mesmo, os seus visitantes são sobretudo oriundos do Reino Unido e da Bélgica.
O centro da cidade é muito bonito e rico do ponto de vista arquitectonico. Dizem que ha uma casa de traça tradicional portuguesa (não nos podemos esquecer da influência de Portugal na vida economica e social da Flandres na época dos Descobrimentos), mas não a encontrei.
Como grande parte das cidades europeias, especialmente as do norte da europa, Lille desenvolveu-se e cresceu a partir de uma praça principal, la Grande Place, onde se concentravam todos os grandes "poderes".
Esta praça divide as duas zonas do centro: Vieux Lille e a parte mais moderna.
Na zona antiga encontram-se todas as grandes marcas de luxo e na moderna encontram-se os grandes armazéns, os cinemas, as marcas médias e médias-altas. A medida que nos afastamos do centro (da praça), as marcas tornam-se mais populares.
Um dos pratos tipicos da região é composto de uma caçarola de mexilhões acompanhado de batatas fritas, identico ao prato tradicional dos belgas! Mas dizer que a gastronomia se resume a isso é bastante redutor. Ha uma série de pratos flamengos, sopas,gaufres e chocolate.
E por falar em gaufre, não posso deixar de referir a melhor pastelaria de Lille. Trata-se de uma verdadeira instituição, conhecida pelas suas gaufres de baunilha ou caramelo. Eu não gosto de gaufres, mas provei a do Meert e fiquei fã!
A cidade tem uma vida nocturna bastante agitada, com imensos bares; pubs e muita cerveja.
Mas a vida cultural é também animada: opera e concertos de musica classica, teatro, cinemas, concertos, exposições temporarias, museus, etc.
A visitar!
aqui ficam alguns links sobre Lille:
www.mairie-lille.fr
www.lilletourism.com
www.vieuxlille.fr
Meert:
http://www.meert.fr/
Estaminets:
http://www.estaminetdunord.fr/
04/08/2008
Deauville
O plano era visitar Deauville, uma estancia balnear normanda, para turistas classe média-alta e alta. Ja tinha visto algumas imagens da cidade, nomeadamente do casino, em alguns filmes, e como não tive tempo não fiz o trabalho de casa. A minha co-piloto, também não o fez e partimos à aventura.
Saimos domingo a meio da manha, nao havia muito trânsito, fomos sempre dentro dos limites de velocidade, que a vida esta cara para andar a pagar multas! Fizemos uma paragem técnica e seguimos viagem. Fomos na companhia do GPS, mas a partir de determinada altura, ja cansadas de ouvir as suas instruções e porque pensamos que a sinalética existente era mais do que suficiente, resolvemos desliga-lo, uma atitude que nao se revelou muito inteligente, como ja irao perceber...
Chegadas a Deauville, avistamos um Casino à beira da praia e uma marina. Arranjamos um lugar para estacionar e dirigimo-nos em direcçao ao Casino. No entanto, este ficava do outro lado da marina e por ser maré alta, as passadeiras de peoes nao estavam disponiveis. Depois de dar uma grande volta pensando que estavamos no caminho certo, perguntamos a um casal de jovens como passar para o outro lado e a resposta foi: "de barco!". Pois é, existe uma navette que faz a traversia em 2 minutos por 1 euro. Na sinalética da paragem dizia: Trouville-Deauville, mas a nos isso nao disse nada...
Quando por fim nos aproximamos do Casino, vimos que toda a sinalética indicava: Trouville... Estavamos na cidade errada...
Ainda assim, nao perdemos nada. Trata-se de uma cidade à beira-mar, muito simpatica, com uma longa extensao de areia e uma boa passadeira de madeira. Existem algumas casas particulares e hoteis na primeira linha, com uma vista fantastica sobre o mar, mas nada de esplendoroso como esperavamos. Demos um passeio na praia, fomos molhar os pés (apenas os pés pois a temperatura nao era propriamente convidativa) e almoçamos no restaurante da praia.
Depois do almoço, apanhamos a navete para o outro lado da marina (Deauville) e regressamos ao carro para irmos entao em busca do casino e das famosas casas da mais conhecida estância balnear da Normandia.
De facto a cidade é muito bonita, muito organizada e orientada para o turismo (de qualidade). As casas, as lojas, a Câmara Municipal, enfim tudo é bonito. Parece que estmos numa cidade imaginaria, no cenario de um filme ou em plena cidade de bonecas!!! Mas, infelizmente, esqueci-me da maquina fotografica e não posso ilustrar o que vi nem o que senti...
Encontrei algumas imagens nos sites de ambas, mas não fazem justiça a nenhuma delas....
Trouville
Deauville
fotos de Naïade Plante
08/07/2008
Versailles
A distância de Paris a Versailles não é muito longa e a cidade é muito bonita. O Palacio e os Jardins, esses são extraordinarios! Pensei que nao ficaria muito impressionada até porque afinal ja tinha tido a oportunidade de visitar o Palacio de Pedro o Grande em S. Petersburgo.
Estava redondamente enganada!
Estacionei o carro no parque em frente qo palacio, o que revela a minha ingenuidade, pois pagamos 11 euros e afinal ha estacionamentos gratuitos ... Entramos no palacio e dirigimo-nos à fila para a bilheteira, que era bastante longa.
Compramos bilhetes completos, mas eu confesso que nao tinha a noçao do que era completo. Pensei que seria apenas para o jardim + palacio e até achei um pouco caro: 25 euros. Mas afinal incluia igualmente a visita a outras 2 areas e edificios.
No entanto, os bilhetes foram sub aproveitados. Passamos muito tempo no Palacio e como ja estavamos cansadas e estava calor, fomos visitar os jardins no mini comboio (mais 6 euros pp) e ja nao descemos para visitar a aldeia da Rainha, o pavilhao de caça, etc.
Depois do passeio, maravilhamo-nos nos jardins com o espectaculos das "fontes musicais". Incrivel!
A nao perder!
mais fotos disponiveis no facebook, no album "Gi au Palais"
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