09/08/2010

Petit-dejeuner parisien


à procura de um programa interessante para as manhãs dos fins de semana de Agosto? A cidade encontra-se deserta de parisienses que partiram rumo à costa.

Estamos em pleno Verão, mas as temperaturas mantêm-se na casa dos 20°c e as nuvens parecem não querer deixar o céu da Cidade Luz. Porque não tomar um pequeno almoço tipicamente parisiense em boa companhia num dos locais trendy e com uma vista excepcional sobre as piramides e os jardins do Louvre?

O pequeno almoço servido no Café Marly at às 11h00, é composto por uma bebida quente, um sumo de fruta, torradas, 3 mini viennoisseries, manteiga, doces e mel.

Um dia na costa de Opala - Picardia

Em pleno Verão todos gostamos de partir em direcção ao mar e saindo de Paris a melhor opção sera uma das praias da região da Picardia. Mas na Costa de Opala ha mais a visitar e fazer além de disfrutar dos extensos areais brancos para banhos de sol.

Desta vez o passeio foi mais intenso e completo que a anterior visita à Picardia. Saimos de Paris pelas 9h00 em direcção a Le Crotoy, cidade costeira onde viveu Jules Verne. Le Crotoy fica a 200 Kms de Paris, pela A16.

A localidade é muito charmosa e em todos os cantos encontramos frutos do mar!

Depois de um passeio pela cidade e de reforçarmos o pequeno-almoço com uma omolete num restaurante à beira do porto, seguimos para Saint Quentin sur en Tourmont para visitar o Parque Ornitologico de Marquenterre. O Parque propõe 3 percursos pedestres de 2, 4 ou 6 Kms, através do qual podemos observar as varias espécies de aves e outros animais que ali vivem (ou por ali estão de passagem) em estado selvagem.
A entrada custa 9,90 euros e o aluguer de binoculos 4.


O sol voltou a brilhar e nos decidimos ir finalmente até à praia. Rumamos a Fort-Mahon-Plage, a apenas 15 Kms dali.

A cidade é muito interessante e pitoresca. A praia, com um extenso areal branco, fica ao final da rua principal, cujo nome é Rue de la Plage! :-)

A maré estava baixa e para irmos a banhos demoramos 10 minutos a chegar até ao mar, mas valeu a pena! a temperatura da agua do mar não era muito mais baixa que a do ar, pelos que facilmente nos pudemos banhar em Fort-Mahon.

Pelas 18h, saimos da praia, atravessamos a cidade e fomos ainda a Rue, uma pequena localidade com alguns monumentos classificados pela UNESCO como patrimonio da humanidade. Mas em Rue, num domingo ao final do dia, tudo estava fechado e não encontramos um local para jantar.

A cidade mais proxima e com possibilidade de ainda encontrarmos um Restaurante aberto era Le Crotoy onde de manhã tinhamos visto ja um local ideal: o restaurante do hotel Les Tourelles.
Estacionamos perto da Igreja que se situa por detras do Hotel, que antigamente era a casa do Paroco. Les Tourelles é um Hotel familiar, com a denominação Eco Label, cujo restaurante propõe uma carta copiosa.

Jantamos com toda a privacidade no terraço do jardim. Optamos pelo Menu a 23 euros, composto por entrada, prato e sobremesa. Tomamos o café no salão, onde algumas das familias ali alojadas conviviam serenamente. O hotel é super charmoso e é uma tentatação para uma noite de outono.

Regressamos a Paris, ja era noite alta, mas apesar de as estradas não serem bem iluminadas, o percurso faz-se bem.

Algumas distâncias a titulo informativo:
Paris –> Le Crotoy +/- 200 kms (A16)
Le Crotoy-> Parc Ornithologique du Marquenterre – Saint-Quentin-en-Tourmont +/- 15kms
Saint-Quentin-en-Tourmont -> Fort Mahon Plage +/- 12kms
Fort Mahon Plage ->Rue +/- 15kms
Rue -> Le Crotoy +/- 10kms

Links uteis / interessantes:

31/07/2010

Perdida na idade média

A cidade medieval, classificada pela UNESCO desde 2001 Patrimonio Mundial, fica a cerca de 90
kms de Paris.

Provins, foi um género de plataforma comercial desde o século XI e atingiu o seu apogeu pelas célebres Feiras de Champanhe que acolhiam numerosos mercadores de toda a Europa. Hoje em dia é considerada como a testemunha da historia medieval, com os seus 58 monumentos historicos classificados.

Uma tarde é suficiente para fazer uma visita "panoramica" da cidade, mas se quisermos fazer um percurso mais completo, é preferivel passar um dia completo.

Passeamos pela cidade, subimos até à "cidade-alta". Visitamos as Igrejas, a Torre de César, as muralhas e demais pontos de interesse turistico. Passamos pelas lojas de artigos locais e pela feira e terminamos o nosso passeio na "Taverne des oubliés" para um banquete medieval tradicional.

Da lista dos locais de interesse, ficaram por visitar os subterraneos e a "grange aux dîmes". Talvez la regresse um destes dias.

27/06/2010

Rumo à praia

Quando o sol brilha e aquece a cidade, os parisienses fazem como os caracois e põem os c**ninhos ao sol.

As praias mais proximas situam-se na Nomandia, mas são o destino preferido e por isso o trânsito na A13 sabado de manhã e domingo à noite é um pouco complicado.

Uma outra opção passa pelas praias da Picardia, acessiveis pela A16.

Le Touquet-Paris Plage é a mais conhecida e chique estância balnear da região. Fica a cerca de 2h30 de Paris e o valor da portagem entre a capital e a cidade é de 15,20 euros.

A Frente-Mar é a parte menos bonita da cidade. Parece um pouco com a nossa Quarteira dos anos 80. Ja a zona pedonal, de comércio e restauração é muito interessante, bem como a area que dos hoteis e vilas, que lembram um pouco a Quinta do Lago.

A praia tem um extenso areal, de areia fina e branca. Mas o mar tem uma cor estranha entre o amarelado e o castanho.

Mas o importante é que podemos descansar, aproveitar o sol e dar uns bons mergulhos.
Quem dria que eu iria conseguir banhar-me na costa norte! :-)

11/04/2010

Nos passos de Van Gogh

Auvers-sur-Oise, assim se chama a vila que apaixonou Van Gogh entre outros pintores mpressionistas e que dista apenas 30 Kms da capital francesa. Parece incrivel como podemos ter a impressão de estar verdadeiramente no campo, estando a dois passos de uma das maiores metropoles europeias.

De carro, o percurso desde Paris faz-se em cerca de 40 minutos, mas a localidade é bem servida de transportes directos, especialmente a partir da Pascoa.

Fizemos a visita no fim de semana antes da Pascoa, numa época considerada de fraca afluência turistica, pelo que alguns dos sitios historicos estavam fechados e os programas das celebrações deste ano ainda não foram divulgados. Ainda assim seguimos um pouco dos passos do artista.

Começamos por estacionar, o que não foi tarefa simples ja que era dia de "brocante", uma feira de antiguidades, e de circo...

A sinalética para o percurso das visitas esta bem visivel em quase todas as ruas da localidade e por isso a orientação é facil. Fomos ao posto de turismo, onde uma rapariga muito vivaça e orgulhosa da sua terra nos acolheu calorosamente. Conversou um pouco connosco, deu-nos algumas dicas e demos então inicio ao nosso passeio.

O primeiro local visitado foi a Igreja de Auvers-sur-Oise, conhecida em todo o mundo através de um dos quadros mais conhecidos do pintor.

Dali seguimos em direcção ao cemitério, visitar a campa de Vincent e do seu irmão.
Vistas as campas (rasas) dos Van Gogh, dirigimo-nos ao Chateau. Passamos pelo Museu do Absinto, mas optamos por não entrar.
O dito Chateau, é "apenas" um hotel patriculier, bem localizado, com um bom jardim e bem explorado. Foi transformado num Museu e propunham "o percurso dos impressionistas". Pensamos que se tratava de um passeio pelos jardins, mas não... era uma projecção de quadros de impressionistas, ao longo de 9 salas do edificio e que demorava 1 hora e pouco. Tudo por 12 euros. Em bom português posso dizer que é um roubo!
12 Euros para ver obras projectadas??? so se fosse em 3D e ainda assim, não sei!
Ja se fazia tarde e ainda não tinhamos almoçado. Pausa para umas fotos nos jardins e partimos à procura de um local para almoçar.
Comemos numa creperie, mas devo dizer que crepes e galettes ja comi melhores...Deixamos passar a chuva que entretanto começara a cair e fomos finalmente visitar o quarto onde Van Gogh viveu os ultimos meses da sua vida, no Auberge Ravoux.
Actualmente o Auberge Ravoux pertence a uma instituição privada, que restaurou o hotel, e transformou a zona dos quartos em Museu. No rés do chão conservaram a sala de jantar onde servem refeições a um preço um pouco fora do nosso orçamento.
A entrada custa 6 euros, mas vale a pena. O quarto onde o pintor morreu foi "restaurado", mas mantiveram-no com a decoração da época, apenas acrescentaram uma "caixa-forte" vidrada para acolher, ainda que a titulo de empréstimo, uma obra do autor.
O quarto a lado, onde viveu um outro pintor holandês contemporaneo de Vincent, foi redecorado e ao fundo ha uma sala onde é projectado um video que explica como é que o pintor foi parar a Auvers sur Oise e conta a sua vida no vilarejo.
Apesar de atormentado era um génio e apenas em cerca de 3 meses produziu 70 telas e um larga vintena de desenhos!
Ainda poderiamos visitar a casa/atelier de Daubigny, um dos primeiros pintores a instalar-se na região, mas decidimos regressar a Paris.
O principal estava visto, o melhor seria regressar no Verão para um passeio à beira rio e para as festividades!