O edificio do museu é um "palacete" (l'Hôtel Salé) situado na zona do Marais.
O Marais é uma zona da cidade conhecida como o bairro dos homossexuais, mas é um rotulo pouco simpatico para um bairro tão interessante. é certo que ali vemos muitos casais homo de mãos dadas, a trocarem olhares (e beijos) melosos, mas talvez por preconceito estejamos mais sensiveis a vê-los.
No Marais as diferenças são aceites com toda a naturalidade (desde que as pessoas sejam educadas). Ali encontramos todo o tipo de pessoas - os artistas plasticos, os artesãos, escritores, reformados, jovens, turistas - e uma série de lojas de design - roupa, calçado, decoração - e outras super interessantes - retrosarias, pequenas lojas de roupas e acessorios, entre outras.
Voltando ao Hôtel Salé, Picasso nunca ali residiu, mas por certo não se teria importado...
O palacete passou por varias maos e chegou a ser sede da Embaixada da Republica de Veneza. No ano em que Portugal dizia não à ditadura que acolheu a colecção das obras de Picasso e mais de 10 anos depois abriu as portas ao publico o Musée Picasso.
Este ano esteve encerrado para obras por um certo periodo e reabriu no final de Outubro. Esta um pouco diferente daquilo que me recordava e com mais luz, talvez devido à quantidade de espelhos que colocaram...
O jardim esta perfeitamente inserido no museu, como se se tratasse de uma sala... a saida para o jardim faz-se de uma das salas da colecçao permanente. Trata-se de um espaço organizado, "clean", que o visitante pode usufruir para uma pausa ou mesmo para fazer um ligeiro pic-nic.
Uma outra impressão que tive, esta menos boa, é que a colecção permanente esta mais "reduzida", talvez devido às inumeras exposiçoes que decorrem simultaneamente em varios museus, não apenas em Paris, mas em todo o mundo.
Um Museu a (re)visitar! ( e a entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês) http://www.musee-picasso.fr/